Alguns pensamentos e palavras, actos talvez, e muitas omissões...

Sombras Minhas


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Quarta-feira, Setembro 30, 2009 :::

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Quem olha para fora, sonha... quem olha para dentro, desperta!

Carl Gustav Jung


É tão bom sonhar! É tão urgente despertar!


::: posted by SÓNIA CASTRO at 11:13


Segunda-feira, Setembro 28, 2009 :::

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Sim. Não bebo. Não fumo. Não consumo drogas. E então?
E se te apetece terminar o raciocínio com “Ah, então também não f….”. Bem, só posso deixar-te um conselho com modos simpáticos, mas ar enfadado: Não sejas básico!

E sim, gosto de sair à noite de vez em quando e dançar, dançar, dançar até amanhecer. De preferência sem ter olhos masculinos e ávidos postos em mim, muitas vezes a tentar travar conhecimento. Poupem-me… O único prazer que desejo é o da dança!

E se saio menos é porque não fiz mal a ninguém para:
1 - Passar pelo massacre de ser esmagada por tanta gente em espaços com lotação para muito menos gente.
2 – Fumar passivamente e em poucas horas centenas de cigarros e sair de um bar ou discoteca a cheirar a um mega-cinzeiro. Falou-se numa lei que proibia fumar em espaços fechados… Onde é que ela está a ser aplicada???

Para além disso, gosto muito, muito de dormir e também gosto muito, muito do dia e do sol e da luz.

E revejo-me em alguns aspectos desta reportagem. Também eu experiencio o diálogo do “Não bebes?”. “Não. Não gosto de álcool.” “Vá lá. Prova.” “Não quero.” “Mas experimenta esta bebida.” “Eu disse que não quero.” E cansa estar constantemente a responder: “Não. Não. Não. Não.” É assim há anos… Fatigante. Tirando isso, também eu “curto à brava!”.





::: posted by SÓNIA CASTRO at 12:53


Quinta-feira, Setembro 24, 2009 :::

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Os gatos são palavras com pêlo. Os gatos, como as palavras, rondam à volta dos humanos sem nunca se deixarem domesticar. É tão difícil meter um gato num cesto quando temos um comboio para apanhar do que ir à nossa memória caçar a palavra exacta e convencê-la a tomar o seu lugar na página em branco. Palavras e gatos pertencem ambos à raça dos inefáveis.

in Dois Verões, de Erik Orsenna, trad. de Luís Ruivo Domingos, Teorema, 2009



Saudade...


::: posted by SÓNIA CASTRO at 12:13


Quinta-feira, Setembro 10, 2009 :::

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Será preciso que um dia um actor entregue o seu corpo vivo à medicina, que seja aberto, que se saiba enfim o que acontece lá dentro, quando está a actuar. Que se saiba como é feito, o outro corpo. Porque o actor actua com um corpo que não é seu. Com um corpo que funciona no outro sentido. Um corpo novo entra em jogo, no gasto da actuação. Um corpo novo? Ou uma outra economia do mesmo? Não se sabe ainda. Seria preciso abrir. Quando ele está a actuar.

Valère Novarina


::: posted by SÓNIA CASTRO at 12:17


Terça-feira, Setembro 01, 2009 :::

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Ontem ouvi o seguinte comentário proferido por uma mulher: "A celulite é um flagelo!".

Fiquei a pensar no que, para mim, são flagelos: fome, guerra, catástrofes naturais, incêndios, homicídios, assaltos, violência doméstica, raptos, pedofilia, escravatura, exploração profissional, racismo, toxicodependências, abandono de animais,...

Ele há prioridades...


::: posted by SÓNIA CASTRO at 10:26




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