Alguns pensamentos e palavras, actos talvez, e muitas omissões...

Sombras Minhas


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Sexta-feira, Julho 24, 2009 :::

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Hoje recebi por e-mail o texto que se segue.
E vem mesmo a calhar, numa altura em que me debato com a incompetência e a falta de profissionalismo de terceiros. Acho que é isto o que menos suporto nesta vida: pessoas incompetentes, que não sabem ou não querem fazer o seu trabalho o melhor possível, mas que gostam de parecer as melhores profissionais do mundo - para tal também se servem da famosa "graxa" a tudo e a todos!
E um aparte: sem ter comido ultimamente, enjoei Bolas de Berlim!!!

………………………..

Um agricultor coleccionava cavalos e só lhe faltava uma determinada raça. Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha esse determinado cavalo e atazanou-o até conseguir comprá-lo. Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário:
- Bem, o seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante três dias. No terceiro dia eu retornarei e, caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.
Ali perto, o porco escutava a conversa toda...
No dia seguinte deram o medicamento e foram-se embora. O porco aproximou-se do cavalo e disse:
- Força amigo! Levanta-te daí, senão serás sacrificado!!!
No segundo dia, deram-lhe o medicamento e foram-se embora. O porco aproximou-se do cavalo e disse:
- Vamos lá amigo, levanta-te senão vais morrer! Vamos lá, eu ajudo-te a levantar... Upa! Um, dois, três.
No terceiro dia deram-lhe o medicamento e o veterinário disse:
- Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.
Quando se foram embora, o porco aproximou-se do cavalo e disse:
- É agora ou nunca, levanta-te depressa! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Óptimo, vamos, um, dois, três, agora mais depressa, vá... Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!! Tu venceste, Campeão!!!
Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo a correr no campo e gritou:
- Milagre!!! O cavalo melhorou! Isto merece uma festa... Para comemorar vamos matar o porco!!!


* Reflexão: *
Isto acontece com frequência no ambiente de trabalho e na vida também. Dificilmente se percebe quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso, por isso saber viver sem ser reconhecido é uma arte.
Se algum dia, alguém lhe disser que o seu trabalho não é de um profissional, lembre-se: 'Amadores construíram a Arca de Noé e os profissionais construíram o Titanic'.

'Procure ser uma pessoa de valor, em vez de uma pessoa de sucesso'.



::: posted by SÓNIA CASTRO at 11:50


Terça-feira, Julho 21, 2009 :::

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A leitura torna o homem completo;
a conversação torna-o ágil,
e o escrever dá-lhe precisão.

Sir Francis Bacon (1561-1626)


::: posted by SÓNIA CASTRO at 18:30


Terça-feira, Julho 14, 2009 :::

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O conhecimento é finito. É a imaginação que envolve o mundo.

Albert Einstein


::: posted by SÓNIA CASTRO at 14:40


Quarta-feira, Julho 01, 2009 :::

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Loja do Cidadão!? Jamais!

Hoje cheguei ao trabalho já depois das 14h.
"O quê, sua 'baldas'? Ficaste a dormir a manhã toda? Foste passear ou às compras? Decidiste ir à praia?"
Nada disso. Qualquer uma dessas actividades teria sido muito mais interessante do que a verdadeira. A realidade é esta: toda a manhã foi passada na Loja do Cidadão.

A ingenuidade é uma característica minha que, tal como uma nódoa difícil, esfrega-se mas não sai. E eu, ingénua, acreditei que o processo de levantar o Cartão do Cidadão seria rápido e indolor. Do género: toma o papelinho, leva lá o cartão.
Quando cheguei deparei-me com 58 pessoas à minha frente com o mesmo propósito. A dúvida existencial: espero ou vou embora? Se fosse embora, teria de voltar noutro dia e o cenário provavelmente não seria muito diferente. Por outro lado, pensei que o processo não deveria ser muito lento, já que era algo simples: entregar cartões!
Enganei-me e de que maneira! Esperei e desesperei. Esperei e senti sono. Esperei e senti fome.
Os números não avançavam. Só as horas. Muitas!
Quando faltavam cerca de 20 senhas para o meu número a bateria do meu mp3 chegou ao fim. A única coisa que tinha à mão para me distrair. Desesperei ainda mais!

As horas continuavam a passar e eu ia abrindo os olhos. Comecei a aperceber-me da quantidade de criancinhas e de carrinhos de bebé que circulavam nas instalações. Também algumas grávidas. Claro! O sistema de prioridades: grávidas ou com crianças de colo. Olho-me de alto a baixo e decido: para a próxima vez que vier à Loja do Cidadão simulo uma gravidez com uma almofada XXL debaixo de um vestido largo ou peço emprestado um filho de algum amigo(a). Faço de mãe por uns minutos (minutos, sim, porque assim já passo à frente de toda a gente e resolvo os assuntos num instante). O mundo é dos espertos! Quem me garante que aqueles bebés eram realmente filhos daquelas pessoas!? Vi uma senhora negra a segurar pela mão um menino loiro!!!

Outra tomada de consciência (desculpem, passei muitas horas à espera, pude pensar em tudo e mais alguma coisa) foi: para se perder todo este tempo na Loja do Cidadão só se pode ser desempregado ou reformado! Eu não sou nenhuma delas. Por enquanto! Mas como cheguei depois das 14h e perdi meio dia de trabalho, é bem possível que me despeçam. Assim, para a próxima já terei todo o tempo do mundo para “desfrutar” na Loja do Cidadão.

Depois de tantas horas desesperantes e a faltar um número para o meu, eis que surge um evento relevante: zaragata! Faltava realmente este ingrediente para animar a espera. As protagonistas: a funcionária e uma família de ciganas – e eu nada tenho contra a etnia! Não vou alongar-me em pormenores, mas de repente uma delas resmunga que está grávida (aquela barriga não me parecia de grávida, mas sim de banha) e eis que com um apurado e conveniente sentido dramático-teatral ela desmaia (na minha visão, simula um desmaio). Apeteceu-me levantar para aplaudir, mas entretanto estava na hora de receber o meu malfadado Cartão. Não fiquei para ver o resto do espectáculo. Mas ainda pude ouvir a outra cigana a ameaçar a funcionária aos gritos: “Se acontecer alguma coisa ao bebé, a gente mate-si-a!” - (desculpem não saber escrever esta conjugação do verbo matar).


::: posted by SÓNIA CASTRO at 16:31




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